Kosovo, que desde 1999 era dirigido pela ONU, declarou sua independência unilateral da Sérvia dia 18 do mês passado. A atitude não foi bem recebida pelo governo Sérvio, que declarou que nunca reconhecerá a independência kosovar, no que foi acompanhado da Rússia — antigo aliado dos Sérvios — e da China. Estes países temem que o sucesso do movimento em Kosovo incentive minorias de outros países — os chechenos na Rússia e os tibetanos na China — à independências unilaterais.

Em outro caminho, os EUA e boa parte da UE prestigiaram a criação do país, insuflando ainda mais os ânimos no conselho de segurança da ONU. O órgão está profundamente dividido sobre a questão.

Não custa nada lembrar que o tiro que iniciou a Primeira Guerra Mundial foi disparado por um estudande sérvio contra um imperador austríaco. O estudante era membro de um grupo terrorista que desajava a independência da Bósnia do Império Austro-Húngaro. A partir do disparo, os austríacos declararam guerra à Sérvia. O apoio russo aos sérvios foi decisivo para o início da guerra.

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_ Para saber mais sobre a independência de Kosovo, clique aqui.

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William Lamin foi um soldado inglês que lutou na Primeira Guerra entre 1917 e 1918. Durante este período, ele manteve uma intensa correspondência com sua esposa e seus irmãos. Seu neto encontrou estas cartas e resolveu criar um blog.

O mais legal é que a correspondência tem sido postada no blog no mesmo dia em que foi escrita, com a diferença de exatos 90 anos. A primeira carta, de 7 de fevereiro de 1917, é destinada à Kate, sua irmã. Nela, além de comentar sobre a vida familiar ele explica as condições nada ideais do campo de treinamento em que ele se encontrava.

O neto, que também se chama William, não divulgou o desfecho de seu avô, o que mantém o suspense sobre o final da história.

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_ Para o blog com as cartas de William Lamin, clique aqui.

_ Se você não sabe inglês, use o Babel Fish. Não fica igual mas quebra um galho. Para a página traduzida pelo Babel Fish, clique aqui.

Tem feito sucesso na internet uma aula sobre a Primeira Guerra Mundial. O professor afirma, entre outras bobagens e inúmeros palavrões, que rendição da Alemanha na Primeira Guerra se deveu à Batalha das Toninhas. Os alemães, segundo ele, estariam atemorizados pelo fato de os brasileiros terem matado um grupo de toninhas, imaginando tratarem-se de submarinos inimigos.

A Alemanha vivia o caos em 1918. Por causa dos anos de guerra e do bloqueio aliado fome e doenças dizimavam a população civil. O clima era propício à uma revolução, ainda mais com a contribuição dos socialistas, contrários à guerra desde o primeiro momento. Em vários pontos do país ocorriam sublevações, incluindo aí a proclamação de uma república na Baviera. É neste cenário que o Kaiser Guilherme II abdicou ao trono, sendo o governo alemão ocupado pelos socialistas, que imediatamente assinaram a rendição.

Para trabalhar em pré-vestibular o professor tem que ser mágico. Ensinar toda a História mundial — com apronfundamento em história da América e do Brasil, corrigir exercícios, debater filmes e livros, comentar os últimos acontecimentos e acalmar o povo — vestibulando é um ser estressado e ansioso por natureza, tudo isto em 8 meses, com 4 aulas semanais. Tarefa para Mister M nenhum botar defeito.

O fardo é pesado e para evitá-lo muitos professores optam pelo anedotismo. A aula vira uma rotina de stand-up — aquele formato de show norte-americano onde o comediante  atua sozinho no palco, sem cenário ou figurino. Neste tipo de aula-show o conhecimento é desvalorizado em nome da graça, mesmo que ela subverta o real sentido do que está sendo ensinado. Afinal, para professor-showman uma boa piada não tem preço.

O que este professor não percebe é que as piadas têm um preço pago pelo aluno. A perda de tempo, as simplificações e a superficialidade deste tipo de aula são sentidas tão logo o estudante necessite daquele conhecimento. No entanto o professor, engraçado e geralmente muito popular, não é alvo de críticas pelo seu fraco desempenho.

Para qualquer professor ou palestrante a anedota é fundamental. Ela deve ser rápida e totalmente pertinente. A anedota ajuda, pois cria uma pausa para descanso e organização das idéias da audiência e do orador. A piada pode ajudar a criar um clima mais relaxado e favorável ao conhecimento, mas nunca deve aparecer mais do que ele.

Entretenimento é entretenimento, aula é aula.

Em tempo: o professor da aula em questão é um bom comediante.

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_ Para ver o vídeo da aula citada, clique aqui.

_ Para saber mais sobre a Batalha das Toninhas, clique aqui.

_ Para 0 fórum de Fernando Leão sobre a aula, clique aqui.

_ Para saber mais sobre a Primeira Guerra Mundial, clique aqui.