Kosovo, que desde 1999 era dirigido pela ONU, declarou sua independência unilateral da Sérvia dia 18 do mês passado. A atitude não foi bem recebida pelo governo Sérvio, que declarou que nunca reconhecerá a independência kosovar, no que foi acompanhado da Rússia — antigo aliado dos Sérvios — e da China. Estes países temem que o sucesso do movimento em Kosovo incentive minorias de outros países — os chechenos na Rússia e os tibetanos na China — à independências unilaterais.

Em outro caminho, os EUA e boa parte da UE prestigiaram a criação do país, insuflando ainda mais os ânimos no conselho de segurança da ONU. O órgão está profundamente dividido sobre a questão.

Não custa nada lembrar que o tiro que iniciou a Primeira Guerra Mundial foi disparado por um estudande sérvio contra um imperador austríaco. O estudante era membro de um grupo terrorista que desajava a independência da Bósnia do Império Austro-Húngaro. A partir do disparo, os austríacos declararam guerra à Sérvia. O apoio russo aos sérvios foi decisivo para o início da guerra.

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_ Para saber mais sobre a independência de Kosovo, clique aqui.

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Nesta última terça-feira, a ONU lançou um levantamento geral da situação dos direitos humanos no Brasil. Qual não foi a conclusão, senão aquela que todos sabemos? O país apresenta índices de corrupção alarmantes, violência desmedida e crescente — inclusive por parte do Estado — e racismo profundamente arraigado.

Estas mesmas críticas foram apresentadas em 2005, mas não foram respondidas pelo governo brasileiro. Em abril, o documento será debatido na plenária da ONU e o governo terá uma chance de se defender da acusação de inércia diante dos mais graves problemas brasileiros.

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_ Para saber mais sobre o relatório da ONU sobre o Brasil, clique aqui.