A Chris me falou e eu não acreditei. Um micareteiro processou a prefeitura de Arraial d’Ajuda (BA) porque não conseguiu arrumar ninguém na folia.

Parece que a história teve final feliz, já que o rapaz, que obviamente perdeu o processo, conseguiu uma namorada. Uma funcionária do setor de atendimento psicológico da cidade.

Faz sentido.

_________________________

_ Para saber mais detalhes sobre o processo do micareteiro, clique aqui.

Anúncios

A bossa já não é tão nova. Bossa-nova, a expressão dos anos 50, significava algo novo, uma nova moda. A música, fusão do samba com o jazz, recebeu este nome por se tratar de uma nova maneira de cantar samba, gênero até então marcado pela interpretação com voz empostada dos cantores da era do rádio.

Em 1958, foram lançados os dois primeiros discos que podem ser associados ao gênero: Chega de Saudade, de João Gilberto; e Canção do Amor Demais, de Elizeth Cardoso, com músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Aproveitando o período de otimismo do governo JK — ele próprio chamado “o presidente bossa-nova” — e a fase final da política de boa-vizinhança norte americana, a bossa-nova tomou o Brasil e deu a volta ao mundo. Com certeza é o gênero musical brasileiro mais conhecido no exterior.

Não posso me dizer fã da bossa-nova. Apesar de uma de minhas primeiras incursões da MPB ter se dado através de um disco do João Gilberto que meu pai tinha. Adorava Águas de Março na versão “um banquinho e um violão”.

________________________

_ Para saber mais sobre a história da bossa-nova, clique aqui.

_ Para ver e ouvir “Chega de saudade” intepretada por João Gilberto e Tom Jobim, clique aqui.

Com a vitória de Thatcher na Grã-Bretanha e de Reagan nos EUA, os anos 80 iniciaram uma nova onda, o neoliberalismo. Na verdade uma versão do antigo liberalismo. O que eles apresentavam de novo tinha, pelo menos 200 anos: o Estado longe das atividades econômicas, atuando apenas como um regulador no caso de abusos.

Em Pindorama o neoliberalismo deu as caras na década de 90. Inicialmente com Collor, depois com Itamar e FHC 1 e 2. Qual a grande medida neoliberal? Ora, o Estado deve intervir o mínimo — de preferência nada — na vida econômica da sociedade, por isto os governos acima privatizaram o que foi possível.

Seria excelente para o povo, pois, além do governo levantar um dindim — que supostamente seria utilizado na área social (da mansão de alguém?!) — os serviços prestados melhorariam com a criação das Agências reguladoras dos serviços das empresas particulares.

Os resultado são estes monumentos à incompetência: a Anatel (telefonia) e a Anac (aviação civil). O resto você já sabe.

Isto tudo é para dizer que fiquei sem internet sábado e domingo por culpa da Claro. 3G? Ah, sei… Acredite em apenas metade do que vê e em nada do que ouve.

chargeangeli155.gif

Nesta última terça-feira, a ONU lançou um levantamento geral da situação dos direitos humanos no Brasil. Qual não foi a conclusão, senão aquela que todos sabemos? O país apresenta índices de corrupção alarmantes, violência desmedida e crescente — inclusive por parte do Estado — e racismo profundamente arraigado.

Estas mesmas críticas foram apresentadas em 2005, mas não foram respondidas pelo governo brasileiro. Em abril, o documento será debatido na plenária da ONU e o governo terá uma chance de se defender da acusação de inércia diante dos mais graves problemas brasileiros.

____________________________

_ Para saber mais sobre o relatório da ONU sobre o Brasil, clique aqui.

Hugo Chavez lançou, nesta última segunda-feira, uma campanha contra o uso de termos em inglês na Venezuela. A Cantv — Companhia Anônima Nacional de Telefones da Venezuela — liderará o projeto chamado “Fale castelhano, fale com orgulho”. O objetivo é evitar o uso de termos em inglês no cotidiano das empresas. Palavras como staff, host, telemarketing e mouse, devem ser substituídas respectivamente por equipe, servidor, televendas e rato.

A iniciativa é interessante, pois a onipresença da cultura anglo-saxônica — tanto aqui quanto lá — levou ao abuso da utilização do inglês no dia-a-dia. Na maioria dos casos as palavras em inglês impede o uso do termo correto no idioma local, muitas vezes atrapalhando a comunicação.

____________________________________

_ Para o texto do ministério da comunicação venezuelano sobre a campanha (em espanhol), clique aqui.

_ Para saber mais sobre a campanha “Fale em espanhol, fale com orgulho”, clique aqui.

Lembra da mocinha do tapa-sexo de quatro centímetros? Pois ontem, fui inocentemente comprar meu jornalzinho e o que vejo? A manchete da revista, em letras garrafais:

“VIVIANE CASTRO NUA!!”

Nua? Ela já não estava nua antes? Que novidade há nisto? E quem vai comprar uma revista para ver quatro centímetros?

Existem muitas peladonas por aí, mas uma peladona que fica pelada isto sim é novidade.

Ah, sei lá. Eu devo estar meio rabugento.

Em dezembro, Elvira Lobato, jornalista da Folha de São Paulo no Rio de Janeiro, fez uma reportagem intitulada: Universal chega aos 30 anos com império empresarial. Nela a jornalista fez um inventário geral dos milhões gerados pelos negócios franqueados pela Igreja do Bispo Macedo e suas obscuras relações com empresários e paraísos fiscais.

Apesar de ser uma matéria da área de negócios e não tratar de questões religiosas, por causa da reportagem mais de 50 ações foram ajuizadas por fiéis da Igreja Universal contra a jornalista em 20 estados. A grande maioria ações individuais em tribunais especiais cíveis — os antigos tribunais de pequenas causas — que exigem a presença da pessoa acusada na audiência. Segundo as ações, bem semelhantes em seu conteúdo, o trecho que  ofenderia os fiéis seria o seguinte:

“Por trás da Unimetro está a Cableinvest, registrada no paraíso fiscal de Jersey, no Canal da Mancha. O elo aparece nos registros da empresa na Junta Comercial de São Paulo. Uma hipótese é que os dízimos dos fieis sejam esquentados em paraísos fiscais.

Não encontrei nada ofensivo. Nem mesmo a interpretação, presente nas ações contra Elvira Lobato, de que a jornalista teria duvidado da procedência legal do dinheiro dos fiéis. Está bem claro que a dúvida não está no dinheiro dos fiéis e sim no que é feito com ele com entra no caixa da IURD. Quem conseguiu enxergar outra coisa no texto acima ou em qualquer outro ponto da matéria, está precisando urgentemente de um curso de interpretação de textos.

Apesar da grande quantidade de ações contra a jornalista e da repercussão que a reportagem obteve em toda a mídia, nenhuma informação a respeito dos negócios obscuros da Igreja Universal foi contestada até agora.

_________________________________

_ Para ler a matéria “Universal chega aos 30 anos com império empresarial” na íntegra, clique aqui.

_ Para a versão da Igreja Universal sobre as ações contra a Folha de São, clique aqui.

_ Para um entrevista de Elvira Lobato ao jornal Zero Hora sobre as ações, clique aqui.