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Chico Anysio é o maior ator brasileiro. Ele criou nada menos que 208 personagens com personalidades, vozes, trejeitos e fisionomias totalmente diferentes. Para quem quer rever o humorista no auge de sua carreira e para quem não viu e quer conhecer foi lançado o DVD “Chico especial” .

O DVD é uma coletânea dos personagens mais importantes de Chico em diferentes fases, por cerca de 20 anos de televisão brasileira. O mais interessante é que muitas piadas simplesmente se mantém pertubadoramente atuais.

Tim Tones, Justo Veríssimo, Alberto Roberto, Silva. Imperdível.

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Já ouvi gente se queixando de que o carioca é o ser mais convencido que existe. Vive se exibindo por causa das belezas de sua cidade. Quem pensa assim ainda não conheceu um niteroiense. Este sim é o ser mais soberbo quando se trata de amar seu município.

Ser niteroiense é meio como fazer parte de uma irmandade, com costumes e práticas secretas. Todos aqui se conhecem, pois, como se sabe, Niterói tem três pessoas: eu, você e alguém que conhece nós dois. Niterói tem as praias mais lindas, as montanhas mais belas, o melhor pôr-do-sol — o de Itacoatiara — e é uma das cidades com melhor qualidade de vida do Brasil. De quebra ainda tem o MAC — Museu de Arte Contemporânea, o fantástico disco voador projetado por Niemeyer.

Você deve estar se perguntando o que me levou a este ufanismo. É que minha cidade virou estrela de novela. Tudo bem, não é nada demais, mas o nome da novela tem tudo haver com este lugar: Beleza Pura.

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Betty é uma menina feia, com óculos de aros grossos e aparelho nos dentes que, sofrendo todo tipo de  aversão masculina à sua falta de formosura, conseguiu subir na vida graças ao seu intelecto. A personagem e sua novela se tornaram um grande sucesso na Colômbia, seu país de origem.  Transmitida pela Rede TV (versão colombiana) e pelo Sbt (versão mexicana), a novela repetiu no Brasil a enorme audiência. No ano passado, a história chegou aos EUA. O seriado baseado na história da feiosa acaba de  ganhar de dois Globos de Ouro, incluindo o de melhor série do ano.

Seguindo a trilha deste clamor pelas desprovidas de beleza, pesquisadores de Londres  chegaram à conclusão que Cleópatra, a rainha do Egito, também era feia. O estudo joga por terra um mito milenar. O principal atributo de Cleópatra não era sua beleza, mas sim  sua inteligência e astúcia.

A principal prova de que Cleópatra era feia está em uma moeda de prata do ano 32 a. C (foto acima). Nela, a efígie da rainha é muito diferente da aparência imaginada por escultores, pintores, cineastas e escritores por séculos. O queixo pontudo, nariz adunco,  pescoço grosso e a testa estreita não deixam dúvidas. Marco Antônio e Júlio César, triúnviros romanos, apaixonaram-se por um verdadeiro espanta-neném.

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***Eu já ia me esquecendo. Bom carnaval!***

 

A partir de hoje as atualizações estarão sendo feitas de Goiás. Uma viagem não é nada mal. Afinal estas férias foram para lá de aguardadas. Em 2006, ministrei, em média, 50 aulas por semana, por cerca de 40 semanas. Isto dá um total de 2000 aulas num ano. Cansei!

Quando criança, adorava o seriado do Ultraman. Para quem não  lembra, o cidadão da foto acima não era lá um grande super-herói. O seu principal poder era ficar grandão para  lutar com todos aqueles monstros que, sabe-se lá porquê, teimavam em destuir Tóquio toda semana. Além disto ele tinha um raio mixuruca lançado ao fazer uma cruz com os braços.

Apesar de o Ultraman não ser um herói como o Super-Homem ou o Batman, ele tinha uma coisa que os outros não tinham: medidor de bateria. Quando ele começava a apanhar muito do monstro uma luzinha no centro do tórax do rapaz piscava, acenando que era hora de dar no pé. Ele ia embora e depois voltava, todo pimpão, para acabar com a farra do monstro.

Todo ano, no início de novembro, dois meses antes do final do ano letivo, a minha luzinha começa a mostrar que a bateria está fraca. Em dezembro, tudo se apaga de vez. Por isto vou para Goiás, aproveitar uns dias de vida no campo, dar um pulo na Chapada e tomar banho de cachoeira.

Depois volto para reconquistar Tóquio.

Já é tradição. Todo ano, em janeiro, a Rede Globo põe no ar uma minissérie de época com elenco estelar e extremo apuro técnico. Foi assim com A Muralha, A Casa das Sete Mulheres, Mad Maria e JK, entre outras. Amazônia estreou ontem. Apesar do nome, conta a história do Acre, o último pedaço de terra a fazer parte do Brasil.

O Acre era boliviano. Em 1899, proclamou a sua independência e se transformou na República do Acre. Os bolivianos não deixaram barato. Um ano depois invadiram o território e o reanexaram ao seu país.

A questão do Acre só foi resolvida em 1903, quando o Barão do Rio Branco assinou o tratado de Petrópolis com os Bolivianos. O Brasil ficou com o Acre, cedendo uma série de benefícios à Bolívia (territórios, indenização, utilização da estrada de ferro Madeira-Mamoré e de portos brasileiros).

Da questão do Acre a minissérie se estenderá até a história de Chico Mendes, seringueiro morto em 1988 pelos fazendeiros Darly e Darcy Alves, pois denunciava a derrubada da  floresta amazônica para facilitar a criação de gado. Darly e Darcy foram condenados, mas fugiram da cadeia. Foram recapturados. Darly, o mandante do crime, está em liberdade condicional e Darcy (filho de Darly e autor do crime) está preso em regime semi-aberto em Brasília.

Amazônia será o máximo, mas, como sempre, eu não vou ver. Com o início do  Big Brother, na semana que vem, o horário da minissérie vai para às 11:30. Muito tarde para quem tem que acordar cedo. Serei obrigado a esperar em DVD.  

 

Professor. Eta classe para tomar pancada de tudo quanto é lado. Desta vez foi o autor  da novela das 8, Manoel Carlos, que resolveu bater na gente. Em Páginas da Vida, uma das personagens centrais, vivida por Regina Duarte, acusa a professora de discriminar sua filha por ser portadora da síndrome de Down.

A inclusão, definida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996 (artigos 58, 59 e 60), é fundamental. No texto da lei, o aluno portador de necessidades especiais deve ser preferencialmente integrado às turmas regulares. Caso não seja possível a integração, o aluno deve ser encaminhado a uma escola especial. Entretanto a lei não define a quem cabe esta avaliação sobre a integração ou não do aluno. Portanto se uma mãe enfiar na cachola que seu filho está sendo discriminado, não há um setor competente para dizer o contrário. Fatalmente o imbróglio vai parar nos tribunais.

Obviamente se trata de uma longa discussão É necessário levá-la para a telinha e debatê-la à exaustão. Porém o que me intriga realmente é o porquê do autor ter escolhido a professora como o vilã da história. Por que é ela quem discrimina, quando na realidade acontece outra coisa?

Os professores, mesmo com imensas lacunas no que diz respeito à formação para o trabalho com crianças com necessidades especiais, são os atores da inclusão e não da discriminação, como a novela supõe. Geralmente a discriminação, quando ocorre, parte no mais das vezes dos pais das outras crianças. Eles pressionam a escola e os professores, pois acreditam na possibilidade de algum prejuízo para seus filhos por conta da presença de uma criança com necessidades especiais na mesma classe.

O professor fica em meio a uma guerra. De um lado há a inclusão, um dever moral, humano, profissional e legal. De outro estão os pais que, ao menor deslize do profissional, não tardam em proceder suas reclamações junto à escola. Apesar de não fazer parte da disputa, advinha onde a bomba estoura? Isto mesmo, nas mãos do professor.

O educador se vê obrigado a se virar em mil, para dar conta do recado. Muitas vezes sem recursos pedagógicos, capacitação ou qualquer tipo de apoio. Só ele, o quadro negro e quarenta alunos. Quando são só quarenta, pois já vi turmas com 80 alunos. Só milagre!

A novela, ao culpar a professora pela discriminação, está refletindo a sociedade como um todo. Em vez de buscar uma solução real para o problema é conveniente e confortável colocar todo o peso da responsabilidade no elo mais fraco da corrente da educação: os professores.

E se a corrente quebrar?

 

Fui conferir no cinema a versão de Miami Vice para a telona. Eu não era fã da série. Impossível ser fã de qualquer coisa do SBT nos anos 80 pois, neste período  jurássico e pré-parabólico, o sinal da emissora não pegava bem na minha casa.

Se você gostava do seriado dos anos 80 e deseja um momento de nostalgia, regressando aos cenários paradisíacos e as roupas típicas da década, esqueça, não é este o caso. O filme tem muito pouco da série original.

É um bom filme de ação, mas para assisti-lo é necessário esvaziar a cachola e esquecer que a maioria dos vilões da trama são latino-americanos. E como somos maus. Traficamos drogas, fazemos contrabando e assassinamos pessoas, enquanto os americanos, estes abnegados, tentam nos conter.

Que bom que existem os norte-americanos para mostrar o caminho do bem para todos nós, não é mesmo?

Ah, quase ia esquecendo.  Lou, você não precisa ficar triste pela falta da breguice da série original. O Colin Farrell compensa com um bigodón e um cabelinho de dar inveja a qualquer Odair José.

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