Política internacional


 

Kosovo, que desde 1999 era dirigido pela ONU, declarou sua independência unilateral da Sérvia dia 18 do mês passado. A atitude não foi bem recebida pelo governo Sérvio, que declarou que nunca reconhecerá a independência kosovar, no que foi acompanhado da Rússia — antigo aliado dos Sérvios — e da China. Estes países temem que o sucesso do movimento em Kosovo incentive minorias de outros países — os chechenos na Rússia e os tibetanos na China — à independências unilaterais.

Em outro caminho, os EUA e boa parte da UE prestigiaram a criação do país, insuflando ainda mais os ânimos no conselho de segurança da ONU. O órgão está profundamente dividido sobre a questão.

Não custa nada lembrar que o tiro que iniciou a Primeira Guerra Mundial foi disparado por um estudande sérvio contra um imperador austríaco. O estudante era membro de um grupo terrorista que desajava a independência da Bósnia do Império Austro-Húngaro. A partir do disparo, os austríacos declararam guerra à Sérvia. O apoio russo aos sérvios foi decisivo para o início da guerra.

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_ Para saber mais sobre a independência de Kosovo, clique aqui.

Com a vitória de Thatcher na Grã-Bretanha e de Reagan nos EUA, os anos 80 iniciaram uma nova onda, o neoliberalismo. Na verdade uma versão do antigo liberalismo. O que eles apresentavam de novo tinha, pelo menos 200 anos: o Estado longe das atividades econômicas, atuando apenas como um regulador no caso de abusos.

Em Pindorama o neoliberalismo deu as caras na década de 90. Inicialmente com Collor, depois com Itamar e FHC 1 e 2. Qual a grande medida neoliberal? Ora, o Estado deve intervir o mínimo — de preferência nada — na vida econômica da sociedade, por isto os governos acima privatizaram o que foi possível.

Seria excelente para o povo, pois, além do governo levantar um dindim — que supostamente seria utilizado na área social (da mansão de alguém?!) — os serviços prestados melhorariam com a criação das Agências reguladoras dos serviços das empresas particulares.

Os resultado são estes monumentos à incompetência: a Anatel (telefonia) e a Anac (aviação civil). O resto você já sabe.

Isto tudo é para dizer que fiquei sem internet sábado e domingo por culpa da Claro. 3G? Ah, sei… Acredite em apenas metade do que vê e em nada do que ouve.

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Nesta última terça-feira, a ONU lançou um levantamento geral da situação dos direitos humanos no Brasil. Qual não foi a conclusão, senão aquela que todos sabemos? O país apresenta índices de corrupção alarmantes, violência desmedida e crescente — inclusive por parte do Estado — e racismo profundamente arraigado.

Estas mesmas críticas foram apresentadas em 2005, mas não foram respondidas pelo governo brasileiro. Em abril, o documento será debatido na plenária da ONU e o governo terá uma chance de se defender da acusação de inércia diante dos mais graves problemas brasileiros.

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_ Para saber mais sobre o relatório da ONU sobre o Brasil, clique aqui.

Hugo Chavez lançou, nesta última segunda-feira, uma campanha contra o uso de termos em inglês na Venezuela. A Cantv — Companhia Anônima Nacional de Telefones da Venezuela — liderará o projeto chamado “Fale castelhano, fale com orgulho”. O objetivo é evitar o uso de termos em inglês no cotidiano das empresas. Palavras como staff, host, telemarketing e mouse, devem ser substituídas respectivamente por equipe, servidor, televendas e rato.

A iniciativa é interessante, pois a onipresença da cultura anglo-saxônica — tanto aqui quanto lá — levou ao abuso da utilização do inglês no dia-a-dia. Na maioria dos casos as palavras em inglês impede o uso do termo correto no idioma local, muitas vezes atrapalhando a comunicação.

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_ Para o texto do ministério da comunicação venezuelano sobre a campanha (em espanhol), clique aqui.

_ Para saber mais sobre a campanha “Fale em espanhol, fale com orgulho”, clique aqui.

Após 49 anos, Fidel renunciou à presidência e ao cargo de comandante das forças armadas de Cuba ontem. Abdicou dos cargos mas não do poder. Ele continuará sendo o secretário geral do partido comunista cubano e membro do parlamento do país.

Na organização dos países do extinto bloco comunista dois cargos tinham enorme importância: o presidente e o secretário geral do partido comunista. O presidente era o chefe de governo e de estado, agindo da mesma maneira que os presidentes dos países capitalistas. O secretário geral tinha uma enorme importância por causa da simbiose entre o aparelho de Estado e o partido.

Nos países do bloco comunista, havia uma enorme limitação à iniciativa privada. Desta maneira toda a atividade econômica dependia do governo, por isto a maior parte dos empregos disponíveis eram controlados pelo estado. O partido controlava o estado e conseqüentemente a sociedade, pois os melhores postos e empregos eram reservados aos membros do partido ou às pessoas indicadas por eles.

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