Meio-ambiente


Mal o temporal começou aqui no Rio e um fulano apressou-se em dizer— “Olha o que aquecimento global está fazendo…”. Espere um pouco seu fulano, aquecimento global? Estas chuvas caem por aqui desde sempre. Eu mesmo já nadei — e quase me afoguei — algumas vezes nas enchentes causadas por elas aqui na minha cidade. Uma coisa é aquecimento global, outra, bem diferente, é o descaso local.

Quem mora no RJ tem sempre uma história de chuva. Moro em Niterói e tenho várias, afinal todos os anos os habitantes desta terra esperam ansiosos pela temporada de enchentes. Ansiosos para ver se você vai ficar ilhado em algum lugar, se seu carro vai ficar alagado, se a encosta vai deslizar. Estas coisas próprias da estação das chuvas. Aqui em Niterói um dos alagamentos mais famosos e antigos é o da região do Estádio Caio Martins. Todo mundo que mora por aqui já sabe — choveu, encheu.

Eu já teve o prazer de ficar parado ali algumas vezes. Já tentei passar, quando tinha uns dez anos e quase me afoguei. Meu carro já boiou na enchente. Este alagamento é tão antigo, que vou fazer uma proposta para a prefeitura decretá-lo patrimônio histórico da cidade. Poderia até fazer parte do roteiro turístico e do calendário de eventos. Imagine a propaganda. “Você poderá vislumbrar no local o espetáculo das águas e a maravilhosa luta do ser humano frente a força da mãe natureza”.

Neste momento começa um novo temporal. O que vai acontecer na cidade? Já sabemos há muitos anos. Enchentes, alagamentos, mortes. Nada disto tem haver com aquecimento global e sim com a falta de ações competentes dos governantes em resolver o problema do impacto das chuvas na cidade.

 

Al Gore foi vice-presidente dos EUA durante as duas adminstrações de Bill Clinton. Ficou marcado por ter perdido a conturbadíssima eleição para a Casa Branca em 2000 para George W. Bush, mesmo tendo mais votos que seu oponente. Além de político ele é um ferrenho ativista ecológico e  estrela o documentário “Uma verdade incoveniente”, sobre o aquecimento global.

O documentário é uma adaptação para a telona da palestra apresentada por Al Gore em várias cidades do mundo. Nela o ex-vice-presidente aprensenta dados contundentes acerca do efeito estufa e da nossa culpa pela emissão desordenada de gases na atmosfera. Em linguagem muito simples e acessível, as conseqüências nefastas do aquecimento global são relatadas e as possíveis soluções para a crise são sugeridas.

O filme também se presta a mostrar outros lados de seu apresentador, revelando, em meio à série de dados e fotos enfocando o clima na Terra, fatos de sua vida familiar e de sua trajetória política.

É um filme necessário. Deve-se ver, comentar e discutir exaustivamente com todos os que partilham esta casa, este nosso planeta.

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 _ Para o site oficial do filme (em inglês), clique aqui.

Beds are Burning  (Midnigth Oil)    

The time has come     

To say fair’s fair 

To pay the rent

To pay our share

The time has come

A fact’s a fact 

It belongs to them

Let’s give it back  

Aprendi no colégio que o vírus é um ser exclusivamente parasitário. Para sua reprodução eles controlam a célula de algum ser vivo e utilizam sua capacidade de auto-reprodução. Após seu uso pelo vírus, a célula hospedeira morre.

O Homo Sapiens habita este planeta há 250 mil anos. Neste período, passou aproximadamente 235 mil anos de maneira primitiva. Dependia da natureza para pescar, catar e coletar seus alimentos, produzir roupas e ter abrigo. O ser humano participava da cadeia alimentar. Por isto contávamos cerca de 1 milhão de indivíduos no mundo inteiro.

Chegando ao Neolítico (12 000 a. C.), nós resolvemos mudar nosso destino. Passamos a criar animais e produzir vegetais. Controlamos assim o suprimento de alimentos, deixando a instabilidade da natureza de lado. Resultado: progredimos em número e capacidade. Ficamos maiores, mais inteligentes e mais fortes. Reproduzimo-nos aos bilhões.

No século passado, utilizando nossa capacidade ilimitada, criamos a indústria de massa e a sociedade de consumo. Que beleza! Para desenvolvemo-nos basta fazer com que cada vez mais pessoas possam comprar (e consumir) produtos. Assim as fábricas produzirão aceleradamente, gerando muitos empregos, mais dinheiro e elevando o número de compradores, num ciclo infinito. Mas nós somos mesmo tão inteligentes, poderosos, nada parece poder nos impedir. 

Apesar de toda nossa empáfia, existe um problema. O entrave deste esquema fabuloso está em nossa hospedeira. A Terra, que há séculos nos permite a reprodução através de doação de seus recursos, parece estar mudando de opnião sobre nós. E pior, ela está querendo nos eliminar, lançando as defesas de seu organismo contra nós.

E o pior. O processo está tão acelerado, que os efeitos serão sentidos já nas primeiras décadas deste século.

Acho que vou passar a estocar protetor solar. 

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Para a letra completa e a tradução da música do Midnight Oil,  clique aquiaqui.