Geral


Post rápido hoje.

O estado de Goiás é verde e o povo é show.

Ah, e só se ouve música sertaneja. 

Amanhã tem mais.

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A partir de hoje as atualizações estarão sendo feitas de Goiás. Uma viagem não é nada mal. Afinal estas férias foram para lá de aguardadas. Em 2006, ministrei, em média, 50 aulas por semana, por cerca de 40 semanas. Isto dá um total de 2000 aulas num ano. Cansei!

Quando criança, adorava o seriado do Ultraman. Para quem não  lembra, o cidadão da foto acima não era lá um grande super-herói. O seu principal poder era ficar grandão para  lutar com todos aqueles monstros que, sabe-se lá porquê, teimavam em destuir Tóquio toda semana. Além disto ele tinha um raio mixuruca lançado ao fazer uma cruz com os braços.

Apesar de o Ultraman não ser um herói como o Super-Homem ou o Batman, ele tinha uma coisa que os outros não tinham: medidor de bateria. Quando ele começava a apanhar muito do monstro uma luzinha no centro do tórax do rapaz piscava, acenando que era hora de dar no pé. Ele ia embora e depois voltava, todo pimpão, para acabar com a farra do monstro.

Todo ano, no início de novembro, dois meses antes do final do ano letivo, a minha luzinha começa a mostrar que a bateria está fraca. Em dezembro, tudo se apaga de vez. Por isto vou para Goiás, aproveitar uns dias de vida no campo, dar um pulo na Chapada e tomar banho de cachoeira.

Depois volto para reconquistar Tóquio.

Em meio ao caos aéreo, companhias de aviação desorganizadas, milhares de vôos atrasados, eu consegui perder o vôo que me levaria à Goiânia.

Não houve compreensão (as companhias adoram pedir compreensão dos passageiros).  “Perdeu o vôo? Quer remarcar? Senhor, tem que pagar a taxa pela sua ausência e a diferença de tarifa, tudo bem?”

Nada como um aviação de primeira!!

Início de um novo ano. Esperanças renovadas. “Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou”, certo?

Realmente o reveillón carrega esta idéia de transformação. A vida vai passar por uma metamorfose:  emagrecer, acabar com as dívidas, conseguir ou mudar de emprego, arrumar uma namorada (ou namorado), casar, viajar, cuidar da saúde, passar no concurso público, juntar dinheiro, … tudo é possível.

Daí o tempo passa, os dias vão se sucedendo e aparece IPTU, IPVA, Imposto de Renda, a fatura do cartão das compras de natal. A vida vai pesando de novo. Os planos vão sendo adiados.

O emagrecimento fica para depois. “Tenho que comer para não enlouquecer. Não vou me privar deste prazer.”

O fim das dívidas fica para depois. “Vou viajar no carnaval. Pago com cartão, depois eu vejo. Trabalho muito, tenho que espairecer.”

Mudar de emprego fica para depois. “Emprego está tão difícil ultimamente. Melhor eu ficar quietinho neste que eu já tenho e deixar de bobagem.”

Assim a transformação e a mudança vão sendo deixadas de lado. A busca de um namorado bacana é colocada em segundo plano, enquanto se vive um relacionamento sem futuro . O casamento fica para depois, sem planos de construir nada. Viagens, saúde,  estabilidade financeira, tudo fica para depois. O ano vai passando, a vida nos massacra.

Até que outro dezembro surge no horizonte. O reveillón se anuncia. E tudo recomeça.

Por isto proponho pularmos 2007. Isto mesmo, vamos direto para 2008. Em 2008, seremos magros, bem amados, com muito dinheiro no bolso e saúde para dar e vender.

Enquanto isto, já que estamos aqui, vamos aproveitar 2007 para preparar este futuro sensacional. Vamos nos  alimentar melhor, fazer mais exercícios, conhecer pessoas novas, planejar melhor nossos gastos, estudar, fazer cursos e entrevistas de emprego, planejar nossas viagens.

Que em 2007 você consiga fazer de 2008 um ano sensacional.

Feliz 2008!!!

Vida de professor em fim de ano letivo vira um tumulto. São várias montagens de provas, correções, fechamentos de diários, recuperações, aulas extras para vestibular, recuperações, análise de material didático, reuniões avaliativas, reuniões de planejamento, confraternizações, UFA!

Durante este o período em que estarei evitando ser soterrado pela avalanche de trabalho, o blog estará em um curto recesso de 10 dias. Volto em 20 de novembro com textos diários.

Enquanto isto você pode reler os posts antigos ou conhecer um dos blogs amigos da coluna da direita. São todos excelentes opções de leitura.

Um abraço e até dia 20 de novembro.

Tem vezes que me sinto a mais inocente das criaturas. Surpreendo-me ainda quando me deparo com a ineficiência e a incapacidade de lidar com as questões públicas por parte dos governantes. Sempre imaginei os governadores eleitos buscando os mais capacitados para ocupar as secretarias. Tudo bem que em Sucupira fosse diferente, mas nos estados e no governo federal esperava que valesse mais a competência, o conhecimento e a experiência do que o apadrinhamento político.

Um dia destes, estava vendo o telejornal da madrugada depois de um dia exastivo de trabalho. Apareceu o governador eleito do RJ, Sérgio Cabral. Na entrevista, ele se comprometeu a procurar os mais competentes profissionais e administradores para ocupar as secretarias. Segundo ele, o seu governo será diferente porque buscará atender aos contribuintes da melhor maneira possível.

Ao ver esta entrevista na TV, me perguntei: “Ué, mas não era assim?”. 

Segue o telejornal. O assunto agora é o caos nos aeroportos.  O dirigente do sindicato dos controladores de vôo informou que cada profissional só iria controlar 15 aviões por vez, pois este é o limite de segurança.

Perguntei de novo: “Ué, mas não era assim?”. 

Na sequüência uma matéria sobre presídios. Em Presidente Bernardes, o tal presídio de segurança máxima de São Paulo, os prisioneiros são isolados, têm que usar uniformes, têm direito apenas a um banho de sol por dia e as visitas são controladas.

Outra vez: “Ué, mas não era assim?”.

Resolvi desligar a televisão. Fui dormir. Talvez pudesse sonhar com o mundo ideal, onde nada disto fosse novidade.

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