Geral


 

Kosovo, que desde 1999 era dirigido pela ONU, declarou sua independência unilateral da Sérvia dia 18 do mês passado. A atitude não foi bem recebida pelo governo Sérvio, que declarou que nunca reconhecerá a independência kosovar, no que foi acompanhado da Rússia — antigo aliado dos Sérvios — e da China. Estes países temem que o sucesso do movimento em Kosovo incentive minorias de outros países — os chechenos na Rússia e os tibetanos na China — à independências unilaterais.

Em outro caminho, os EUA e boa parte da UE prestigiaram a criação do país, insuflando ainda mais os ânimos no conselho de segurança da ONU. O órgão está profundamente dividido sobre a questão.

Não custa nada lembrar que o tiro que iniciou a Primeira Guerra Mundial foi disparado por um estudande sérvio contra um imperador austríaco. O estudante era membro de um grupo terrorista que desajava a independência da Bósnia do Império Austro-Húngaro. A partir do disparo, os austríacos declararam guerra à Sérvia. O apoio russo aos sérvios foi decisivo para o início da guerra.

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_ Para saber mais sobre a independência de Kosovo, clique aqui.

Mal o temporal começou aqui no Rio e um fulano apressou-se em dizer— “Olha o que aquecimento global está fazendo…”. Espere um pouco seu fulano, aquecimento global? Estas chuvas caem por aqui desde sempre. Eu mesmo já nadei — e quase me afoguei — algumas vezes nas enchentes causadas por elas aqui na minha cidade. Uma coisa é aquecimento global, outra, bem diferente, é o descaso local.

Quem mora no RJ tem sempre uma história de chuva. Moro em Niterói e tenho várias, afinal todos os anos os habitantes desta terra esperam ansiosos pela temporada de enchentes. Ansiosos para ver se você vai ficar ilhado em algum lugar, se seu carro vai ficar alagado, se a encosta vai deslizar. Estas coisas próprias da estação das chuvas. Aqui em Niterói um dos alagamentos mais famosos e antigos é o da região do Estádio Caio Martins. Todo mundo que mora por aqui já sabe — choveu, encheu.

Eu já teve o prazer de ficar parado ali algumas vezes. Já tentei passar, quando tinha uns dez anos e quase me afoguei. Meu carro já boiou na enchente. Este alagamento é tão antigo, que vou fazer uma proposta para a prefeitura decretá-lo patrimônio histórico da cidade. Poderia até fazer parte do roteiro turístico e do calendário de eventos. Imagine a propaganda. “Você poderá vislumbrar no local o espetáculo das águas e a maravilhosa luta do ser humano frente a força da mãe natureza”.

Neste momento começa um novo temporal. O que vai acontecer na cidade? Já sabemos há muitos anos. Enchentes, alagamentos, mortes. Nada disto tem haver com aquecimento global e sim com a falta de ações competentes dos governantes em resolver o problema do impacto das chuvas na cidade.

Na madrugada de segunda-feira, ladrões invadiram um bingo de Porto Alegre e levaram R$ 60 mil do caixa. Em menos de uma hora a polícia foi avisada e conseguiu prender um dos assaltantes. Que sorte!

“Sorte não, azar”, diria o dono da casa de jogos. A delegada que investigava o roubo, desconfiou de alguma irregularidade no local. Ao verificar os caça-níqueis, bingo! (desculpe a piadinha, não resisti), descobriu que o lugar usava máquinas ilegais. Resultado mais 14 mil reais apreendidos e 168 máquinas lacradas. A polícia do Rio Grande do Sul está de parabéns. Prendeu um dos assaltantes e de quebra fechou um bingo ilegal.

Apesar do sucesso policial, o que me deixou surpreso foi verificar como anda acirrada a concorrência entre a bandidagem. Como diz o samba: “não há mais lugar para amador.”

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_ Para a matéria completa sobre o assalto, clique aqui .

_ Para a letra do samba de João Bosco e Aldir Blanc citada acima, clique aqui.

Eu e o salto do rio Preto; placa na entrada de Alto Paraso; eu e Chris em Pirenópolis; noitada sertaneja em Goiânia (da esquerda: Lupa, Cacá, Flávio, Chris e eu).

Tinha prometido três dias, mas foi impossível cumprir o previsto desde o último post. Na cidade que escolhi para ter acesso à chapada, Alto Paraíso de Goiás, não existe lan house ou nada do gênero. É uma cidadezinha de 7000 habitantes. Grande parte destes são naturebas, hippies ou gente ligada ao misticismo. Para que internet se a comunicação é extra-sensorial, né não?

Quanto ao passeio na Chapada, foram três dias de caminhadas pelo parque e pelas fazendas da região. Requisitamos os serviços de uma guia (Luisimar, excelente. Quando for é só procurar por ela no setor de orientação ao turista) e demos início à nossa aventura. Que lugares fantásticos. Em três dias visitamos 15 cachoeiras diferentes. O bom é que faltam ainda 285 para serem vistas em outra oportunidade.

Depois dos dias de caminhada, voltamos para Goiânia para passar mais um final de semana abusando da hospitalidade dos amigos gente boa, Lupa e Cacá. Amigos, obrigado mesmo pela acolhida!

Depois de tudo, vou ser obrigado a trabalhar um pouco. O bom é que só assim atualizo o blog com freqüência.

Estou em trânsito para a Chapada. De lá escrevo. Talvez daqui uns três dias.

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Ipameri é uma cidade de 23.000 habitantes que fica a 188km de Goiânia. Como qualquer outra cidade interiorana, a movimentação aqui gira em torno da praça central. Bancos, comércio, religião, vida noturna. Tudo fica pertinho da praça central.

Apesar da praça central ser a mais importante, existe uma  outra praça famosa por aqui. Não sei seu nome, mas seu apelido é peculiar: Praça da Maconha. Estive lá em um bar chamado Biroska, bem no meio da praça. Nada vi que justificasse o nome da praça, entretanto foi o único lugar em que escutei outro tipo de música que não a sertaneja.

E o que toca na tal praça? Reggae, claro!

Ontem, além de ouvir música da roça fui a duas fazendas. Um coqueiral e uma plantação de soja. Gostei mais do coqueiral, afinal beber água de coco colhido no pé é muito bom. Apesar do clima rural, um problema bem urbano me saltou aos olhos. O problema da água.

Um coqueiro destes daqui consome 40 litros de água por dia. Todos os dias. Sempre. A plantação tem milhares deles. Além de coco, soja, algodão, sorgo e milho são plantados por aqui. É impressionante o ritmo de consumo de água.

Deste jeito não há água que chegue.

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