Datas Comemorativas


Em todo o mundo o dia dos namorados é comemorado hoje, 14 de fevereiro, dia de são Valentim. Este é um daqueles santos com a história truncada e cheia de versões.

Na versão mais popular, são Valentim seria um sacerdote que, após ter sido preso por desobediência ao imperador de Roma, teria se apaixonado pela filha de seu carcereiro. O dia em que ele conseguiu enviar uma carta à sua amada transformou-se no dia de sua festa. Numa outra versão a filha do carcereiro seria era cega. Neste caso a data tem haver com o milagre de devolver a visão à moça, realizado pelo santo.

Na Arábia Saudita o dia dos namorados, apesar de comemorado há muitos anos, é proibido. A justificativa é religiosa. Segundo o governo a celebração deste dia fere os princípios do Corão, pois a data nada tem haver com o islamismo. Neste ano a coisa foi tão séria que até as floriculturas foram proibidas de vender rosas vermelhas, gerando um mercado negro de flores.

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Pra quem é como eu, um folião feliz, vão aí dicas dos melhores carnavais do Brasil. Não participei de todos, mas todo mundo precisa de um objetivo na vida. Não é mesmo?

O site Guia da Semana listou 24 diferentes possibilidades de carnaval em 16 cidades do Brasil. Se você gosta de folia e não decidiu seu destino, clique no link abaixo, coloque sua fantasia e vá á guerra (de confete, é claro!)

Ah, já ia esquecendo. Em algumas cidades o carnaval já começou. O guia também traz as dicas.

Carnaval 2007 – Guia da Folia

Em 15 de outubro de 1827, dia de homenagem à santa educadora Tereza D’Ávila, o imperador D. Pedro I decretou a Lei geral relativa do ensino elementar, a primeira lei brasileira sobre educação. Esta lei, equivalente imperial da atual LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), tratava de diversos assuntos: salários dos professores, currículos mínimos, escolas para meninas, admissão de professores, entre outros.

A data da criação da lei passou a ser festejada todos os anos nas escolas, ainda que de maneira informal. Em 1950, um deputado de São Paulo aprovou na Câmara Federal a transformação do dia 15 de outubro em feriado dedicado aos professores.

A ONU criou uma outra data para a celebração. O dia mundial dos professores ocorre dez dias antes da data brasileira, no dia 05 de outubro.

Durante o governo do presidente Arthur Bernardes (1922-1926), foi instituído o Dia Nacional da Criança. Ele foi criado, em 1924, por iniciativa do deputado federal Galdino do Valle  Filho como uma homenagem às criancinhas do Brasil.

O dia das crianças era só uma data esquecida até que Estrela e Johnson & Johnson se associaram para criar a Semana do Bebê Robusto, em 1960.  A promoção deu tão certo que as empresas resolveram mantê-la nos outros anos. Só faltava uma data fixa. Alguém lembrou do decreto de 1924 e o 12 de outubro ficou marcado definitivamente como o dia das crianças.

Já a festa de Nossa Senhora de Aparecida não tinha dia certo até 1953, quando a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) fixou o dia 12 de outubro como a festa da padroeira. Em 1980, por ocasião da visita do papa João Paulo II, o presidente militar João Figueiredo transformou a data em feriado nacional.

A santa, cuja imagem foi encontrada no rio Paraíba do Sul, por pescadores, no século XVIII, sempre teve muitos devotos no Brasil. Em 1930, ela foi escolhida pelo Papa Pio XI  como padroeira oficial do Brasil. Um ano depois, Getúlio Vargas, com o objetivo de conseguir o apoio da Igreja Católica para seu governo, oficializou a festa por aqui.

Existe um terceiro evento importante neste dia, o descobrimento da América. Colombo teria aportado em uma ilha da América Central, em 12 de outubro de 1492.

Você sabia que este é o ano dos museus? Não? Até ontem,   quando vi uma propaganda sobre o assunto, eu também não tomava conhecimento da efeméride.

O Ministério da Cultura, órgão idealizador do evento, deseja dar mais visibilidade aos museus, ajudando a preservar o patrimônio cultural brasileiro, através das discussões suscitadas neste ano.

Parece piada…

A Dani, do Todo mundo quer confete, comentou que a independência americana é muito festejada nos EUA, é motivo de orgulho da população de lá. Já a nossa nem tanto, o povo gosta mesmo é do feriado. Eu, quando criança, tinha inveja daquele nacionalismo todo. Será que o processo de independência dos Estados Unidos foi mais bonito que o do Brasil?

Poderíamos, numa visão radical, resumir a independência das treze colônias inglesas na tentativa de contrabandistas de chá de evitar o controle da britãnico. Por isto ocorreu o atentado terrorista contra a companhia britânica das Índias Orientais, chamado pelos americanos de Festa do chá de Boston

Levando em consideração a dificuldade de unir em um país os vários pequenos estados desejosos de liberdade, a manutenção da escravidão e o poder dos grupos religiosos radicais, veremos que a independência dos EUA tem pouco de amor à pátria e muito de interesse político. Exatamente como a nossa.

Então, qual a diferença?

A diferença está no uso da história. No caso dos EUA, a história da independência foi utilizada como marco inicial do nacionalismo. É uma forma de indentificação dos norte-americanos. Eram colônias diferentes e autônomas, mas têm isto em comum. No caso brasileiro, o nacionalismo passa longe do 7 de setembro.

D. Pedro I era o príncipe herdeiro da coroa portuguesa. Os brasileiros desconfiavam dele. Imaginavam que seu governo seria uma ponte para a retomada do Reino Unido, após a morte de D. João VI. Sendo assim, o 7 de setembro foi uma criação dos partidários do imperador, na tentativa de mostrá-lo ligado à causa da separação brasileira.

Não deu certo. Os brasileiros acabaram entrando em conflito com o imperador, levando, entre outras causas, à sua abdicação, em 1831.

Além disto, o feitiço virou contra o feiticeiro. Haviam duas datas de igual importância cívica na época, o 7 de setembro e o 12 de outubro, data da aclamançao do imperador e seu aniversário. Os brasileiros passaram a marcar o dia do Grito da Independência como a real festa da pátria, pois, para eles, naquele momento o imperador tornou-se digno de reinar sobre os Brasil.

A versão da independência tendo Pedro I como realizador, só foi retomada com D. Pedro II. Já que também interessava ao novo imperador ser herdeiro do pai da nação, ele não poupou esforços para criar uma história oficial em torno do 7 de setembro.

Diante destas idas e vindas, o nosso nacionalismo, construído a partir da segunda metade do século XIX, exatamente no governo de D. Pedro II, só teve uma forma de comemoração realmente popular e sem intervenção estatal, com o advento do futebol brasileiro, lá pelos idos da década de 1940.

Pela história tradicional, na volta de uma viagem a São Pauo, a comitiva de D. Pedro I teria sido alcançada pelo serviço de correio da corte na tarde do dia 7 de setembro, às margens do riacho do Ipiranga. A carta, urgente, dizia que o parlamento português – as Cortes de Lisboa –, reunido após a Revolução do Porto, exigia a demissão dos ministros do príncipe e faria uma devassa em todos os seus atos. Após a leitura da mensagem D. Pedro, revoltado com a atitude recolonizadora de Portugal, desembanhou a espada e sentado em seu cavalo, disse:

“Laços fora, soldados. Viva a independência, a liberdade e a separação do Brasil. INDEPENDÊNCIA OU MORTE!”

Tudo muito bonito, tudo muito legal. Mas se você já deixou de acreditar em Papai Noel, não pode acreditar nesta versão também.

Para começar, nosso glorioso libertador estaria com uma bela dor-de-barriga. Motivo da parada “estratégica” às margens do rio Ipiranga. Esta informação é confirmada através do diário do padre Belchior, amigo e confessor de D. Pedro. Dizia ele: “o príncipe era obrigado a, o tempo todo, apear-se para prover”.

Além disto, uma interpretação mais moderna sobre o 7 de setembro informa que o famoso Grito da Independência não aconteceu. A parada para d. Pedro se aliviar teria ocorrido, a entrega da carta também. Realmente o príncipe teria dito para a tropa arrancar os laços que representavam o Reino Unido de Portugal e Brasil. Mas grito no cavalinho, com espada em riste, no alto da colina, com a atenção de toda a tropa, definitivamente, não aconteceu. Não passa de ficção.

Aliás, a imagem imortalizada no quadro de Pedro Américo e gravada na mente de todos os brasileiros, além de ser ficcional, não passa de um evento menor no processo de independência do Brasil. Com grito ou sem grito, a libertação não aconteceu ali. Antes, o Brasil já tinha uma constituinte convocada, que seria resposável pela criação uma lei independente da portuguesa. A criação de uma constituição é marco do nascimento de qualquer país.

Entretanto, como nada é por acaso, o fato de lembrarmos do 7 de setembro como o dia da nossa independência só pode ter atendido ao interesse de alguém.

Sobre este assunto escreverei amanhã.

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