A bossa já não é tão nova. Bossa-nova, a expressão dos anos 50, significava algo novo, uma nova moda. A música, fusão do samba com o jazz, recebeu este nome por se tratar de uma nova maneira de cantar samba, gênero até então marcado pela interpretação com voz empostada dos cantores da era do rádio.

Em 1958, foram lançados os dois primeiros discos que podem ser associados ao gênero: Chega de Saudade, de João Gilberto; e Canção do Amor Demais, de Elizeth Cardoso, com músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Aproveitando o período de otimismo do governo JK — ele próprio chamado “o presidente bossa-nova” — e a fase final da política de boa-vizinhança norte americana, a bossa-nova tomou o Brasil e deu a volta ao mundo. Com certeza é o gênero musical brasileiro mais conhecido no exterior.

Não posso me dizer fã da bossa-nova. Apesar de uma de minhas primeiras incursões da MPB ter se dado através de um disco do João Gilberto que meu pai tinha. Adorava Águas de Março na versão “um banquinho e um violão”.

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