Fico obcecado quando algo soa diferentemente bom. Foi assim quando ouvi Os Mutantes pela primeira vez, ou quando vi o clipe de Smells like a teen spirit, do Nirvana. No tempo da música como negócio, da venda de fórmulas de sucesso, aparecer algo realmente novo e bom é raro. Raríssimo.

 A obsessão da vez é a Amy Winehouse. O som da moça não é exatamente algo novo. A grande novidade está em cantar diferente, escrever diferente e soar diferente neste mar de cantoras iguais que povoam as FM’s — cantoras gospel com toques de rap ou mulheres que forçam a barra para cantar como menininhas safadas.

Amy Winehouse resolveu apoiar-se em quem entende de música. Sua voz lembra Ella Fitzgerald e o seu som vai para o lado do R&B, Blues, jazz e soul dos anos 40 e 50. Tudo isto sem perder a contemporaneidade.

O único problema é que ela vive la vida loca, bebendo e usando de tudo. E pelo que afirma em Rehab, não está muito interessada em mudar de vida. Tomara que ela sobreviva ao trinômio rockeiro — sexo, drogas e rock’n roll, pois seu som é uma flor no deserto da mediocridade reinante por aí.

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