Aqui em Niterói, a orientadora educacional do colégio MV1, Tereza Carmela Peixoto, acionou na justiça uma aluna por calúnia e difamação.  A aluna, que tem 9 anos, teria enviado um e-mail para a seção “fale conosco” do site do colégio, referindo-se a orientadora como “uma vagabunda”.

O colégio disse que não sabia de nada. Os pais juraram que a menina não sabe usar o e-mail. Duvido, já que as escolas ensinam a utilizar as ferramentas da internet desde a alfabetização.  Os pais disseram também que a menina é hiperativa, o que não tem nada haver com o caso.

A ofensa ocorreu no dia 20 de setembro. Em três meses os pais e o colégio não ficaram sabendo de nada disto?  A orientadora educacional ficou sofrendo em silêncio por todo este tempo? Sei não. Acho muito difícil.

A experiência me diz que uma coisa destas é rapidamente divulgada pelo rádio corredor de qualquer colégio. O que eu imagino ser mais provável é que a orientadora procurou o colégio e que os administradores tentaram colocar panos quentes. Daí, deu no que deu.

O enredo é sempre o mesmo. Os pais negam que seus filhos possam ter ofendido alguém. Os colégios, mesmo com provas contundentes das ofensas cometidas pelos alunos, omitem-se e  sutilmente sugerem uma deminssão,  caso o profissional procure a justiça.

Uma pessoa ofendida por outra pode procurar a justiça. Nada impede, nem mesmo a idade do ofensor. A atitude da orientadora educacional é legal e justa. A justiça determinará quem tem a razão. Se a menina enviou o e-mail, a justiça vai dizer como os pais devem pagar pelas atitudes de sua filha. Se a menina não mandou o e-mail, a professora vai ter que se retratar pela acusação injusta.

Parabéns à orientadora educacional Tereza pela coragem de procurar a justiça.

Será que ela vai ser demitida pela escola por procurar seus direitos?

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