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Na LDB, o artigo nº 24 dispõe sobre as maneiras para um aluno progredir (passar de ano). A primeira e mais antiga delas é a promoção. Basicamente o aluno estuda um pouquinho e passa de ano. O estudante pode passar direto — poucos heróis fazem isto — ou usar as recuperações. 

As recuperações são obrigatórias e preferencialmente paralelas (a cada bimestre). Desta maneira caso não alcance a média — geralmente 6,0 — naquele bimestre em uma, duas ou até em TODAS as matérias, o aluno pode fazer a recuperação e passar.

Se mesmo assim ele se arrastar o ano todo e não tiver alcançado a média anual necessária, vai à recuperação final e passa. Geralmente esta recuperação é composta de uma única prova por matéria, cujo resultado substitui a avaliação de todo o ano letivo. Nos colégios mais sérios existe um limite máximo de matérias nesta recuperação final (geralmente três). Nas escolas menos sérias vale tudo.

Tudo o que eu informei até aqui é a lei. Se pensarmos na prática o quadro fica ainda mais terrível. Estas provas são feitas com o conteúdo mínimo, do mínimo, do mínimo. É a raspa do tacho. A recuperação final, nem se fala. Imagine o nível de uma prova realizada na mesma época em que as escolas — públicas e privadas — estão à caça de alunos. Lembre-se: mais alunos inscritos no ano seguinte garante verbas (escolas públicas) ou matrículas e mensalidades (escolas particulares).

Vamos a uma historinha. 

Joãozinho é vadio que só. Adepto da vadiagem, Joãzinho não estuda nada o ano inteiro, mas ao final do bimestre faz as recuperações paralelas. Passa em algumas matérias e reprova em outras. Chega o final do ano, Joãozinho, mesmo que vadio, não quer reprovar, então vai à recuperação final e passa. Simples. Fácil.

Realmente é promoção. Quem quiser leva.

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_ Para o texto integral da Lei de Diretrizes e Bases da educação, clique aqui.

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