Quando li “O menino maluquinho” me identifiquei de cara. Ganhei o livro de meus pais no natal de 1981, tinha nove anos e a capa me chamou a atenção de cara — um menino biruta que usava panela na cabeça para dizer que era general. Eu também usava, não uma panela, mas um escorredor de macarrão de minha mãe. Os furos do tal escorredor eram em formato de estrela. Daí para virar um tipo de comenda militar na minha cabecinha fértil, um pulo.

Além da panela e das estripulias do maluquinho, que muitas vezes pareciam ser um relato das minhas próprias, me identifiquei com o livro pois ele se comunicava diretamente comigo.  Não era uma fábula, nem um conto de fadas, era a minha história que estava ali. Eu era o personagem central e adorava aquilo.

No último dia 24, Ziraldo completou 75 anos. Passou quase desapercebido. Não deveria, pois este é um brasileiro que dá orgulho aos outros brasileiros. Parabéns pelo seu aniversário Ziraldo. Parabéns e obrigado por entender, mais do qualquer outro,, o pensamento de uma criança e ter feito este leitor mais feliz.

Ah, já ia me esquecendo. Vasculhei meus guardados e descobri que ainda tenho meu exemplar do menino maluquinho. Está velhinho, mas ainda em boas condições.

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