Já é tradição. Todo ano, em janeiro, a Rede Globo põe no ar uma minissérie de época com elenco estelar e extremo apuro técnico. Foi assim com A Muralha, A Casa das Sete Mulheres, Mad Maria e JK, entre outras. Amazônia estreou ontem. Apesar do nome, conta a história do Acre, o último pedaço de terra a fazer parte do Brasil.

O Acre era boliviano. Em 1899, proclamou a sua independência e se transformou na República do Acre. Os bolivianos não deixaram barato. Um ano depois invadiram o território e o reanexaram ao seu país.

A questão do Acre só foi resolvida em 1903, quando o Barão do Rio Branco assinou o tratado de Petrópolis com os Bolivianos. O Brasil ficou com o Acre, cedendo uma série de benefícios à Bolívia (territórios, indenização, utilização da estrada de ferro Madeira-Mamoré e de portos brasileiros).

Da questão do Acre a minissérie se estenderá até a história de Chico Mendes, seringueiro morto em 1988 pelos fazendeiros Darly e Darcy Alves, pois denunciava a derrubada da  floresta amazônica para facilitar a criação de gado. Darly e Darcy foram condenados, mas fugiram da cadeia. Foram recapturados. Darly, o mandante do crime, está em liberdade condicional e Darcy (filho de Darly e autor do crime) está preso em regime semi-aberto em Brasília.

Amazônia será o máximo, mas, como sempre, eu não vou ver. Com o início do  Big Brother, na semana que vem, o horário da minissérie vai para às 11:30. Muito tarde para quem tem que acordar cedo. Serei obrigado a esperar em DVD.  

Anúncios