Uma prática quem tem se tornado comum em colégios privados ou públicos é a avaliação do professor e do trabalho escolar como um todo. Conduzida pelas modernas tendências administrativas, busca-se entender os desejos dos clientes (no caso alunos e seus pais) em relação ao trabalho pedagógico  e se a escola e os professores os atendem.

A palavra dos alunos e seus pais é fundamental, mas não deve ser determinante na avaliação da qualidade do trabalho escolar. Os objetivos dos clientes podem entrar em conflito com os da própria educação (por exemplo, o pai de uma criança com problemas disciplinares pode avaliar negativamente o trabalho da escola), compromentendo a seriedade da avaliação.

A necessidade de evitar a evasão de alunos (caso das escolas privadas) ou de conseguir votos para os políticos de ocasião (caso das escolas públicas), permite que cada vez mais a voz dos pais e alunos seja mais forte do que a de professores, gestores e técnicos em educação. Este desequilíbrio é nocivo a escola.

Anúncios