Deu em O Dia: mais de 81 mil professores públicos do estado do Rio de Janeiro entraram de licença médica. Deste total, 61% alegou (49 mil profissionais) sofrer estresse, depressão, síndrome do pânico e ansiedade.

Uma colega me contou um caso que ajuda a compreender, em parte, o porquê dos problemas emocionais dos professores.. Durante sua explicação, a aluna virou para ela e disse: “Ô professora, fica quieta aí que eu quero ler um troço aqui”. A minha colega ainda tentou explicar: “Olha, minha função é esta. Sabe como é, tenho que falar…” 

Muitos alunos não sabem para que serve o colégio. Para alguns deles é coisa de outro mundo. Aliás, é comum eu ouvir ao chegar a uma escola: “Professor, você vai dar aula?” E eu respondo: “Como assim cara-pálida? Escola, alunos, professor… Isto não te lembra nada não?”  Ao que o aluno diz: “Ih fessor, tá estressado hein?!”

Ele está certo. Estou estressado. Eu e todos os meus colegas.  É impossível eliminar a ignorância sozinho, sem nenhum, absolutamente nenhum, tipo de apoio. Governos, pais, diretores, secretarias, coordenadores, alunos, todos são unânimes em dizer que a educação é fundamental. No entanto ninguém se preocupa em auxiliar os professores em seu trabalho. Talvez seja possível educar sem os educadores.

Os professores lutam pela educação.  Lutam, mas estão perdendo feio.

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