A península da Coréia foi motivo de intensas disputas desde o início do século XX. Em 1905, Rússia e Japão entraram em conflito por sua posse. Os nipônicos se saíram melhor, dominando a região desde então.

Com a vitória dos aliados ao final da Segunda Guerra Mundial, os japoneses foram expulsos da Coréia. No entanto a região passou a ser palco de outra luta, a Guerra Fria. A península foi dividida: ao norte um país socialista, ligado à URSS; ao sul um país capitalista, dominado pelos EUA. A separação não obedecia nenhum critério físico ou populacional, apenas político. A fronteira dos dois países seria o paralelo 38º.

A Coréia do Norte invadiu a área capitalista em 1950. A tentativa era reunificar a região sob a bandeira socialista. Não deu certo. Os EUA saíram em socorro de seu aliado e a guerra se estendeu até 1953, quando foi assinado um tratado de paz fixando outra vez o paralelo 38º como divisa entre os dois países.

A Guerra Fria acabou. A URSS foi desmenbrada em 14 países. O muro de Berlim caiu. A Alemanha se reunificou. Apesar de todas estas mudanças, a divisão imposta em 1945 permanece inalterada e ainda gerando tensões.

Ontem, o Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Norte divulgou que o país fará o primeiro teste nuclear de sua história, objetivando “reforçar o dissuasor nuclear”.  A notícia levou o Japão a declarar que “simplesmente não poderia aceitar o teste”, o que significa uma mudança na postura pacífica do país desde a Segunda Guerra. Os EUA reagiram à nota dizendo que o teste seria um ato provocativo e por isto teriam que avaliar suas ações em resposta.

Há anos que a ameaça de uma guerra nuclear não se apresentava em cores tão vivas.