Em 1950, Getúlio Vargas foi eleito presidente com 48,9 % dos votos. Juntos, os outros dois candidatos daquela eleição, Eduardo Gomes (UDN) e Cristiano Machado (PSD), obtveram 51.9% da preferência do eleitorado. A maioria da população não escolhera Vargas. Este fato foi intensamente usado pela oposição contra Getúlio, cujo mandato terminou de maneira trágica.

Nas eleições seguintes, mais problemas. JK, candidato do governo, conseguira apenas 38,7% dos votos. Bem abaixo da soma de seus concorrentes: 61,25 % dos eleitores. Esta disparidade serviu para a UDN, principal partido de oposição, tentar impedir a posse do presidente eleito pela coligação PSD-PTB. Quem garantiu Juscelino na presidência foi o Marechal Lott, que colocou o exército nas ruas e acabou com o golpe, frustando as intenções udenistas.

Após a ditadura militar,  a assembléia constituinte de 1988 criou o segundo turno, desejando evitar a instabilidade política gerada pela posse de um presidente que não seja o preferido da maioria dos eleitores. Quando um candidato não alcança mais de 50% dos votos válidos, uma nova eleição é realizada com os dois primeiros colocados. Desta maneira o governante é a representação da vontade da maior parte da população. Não há o que reclamar.

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