Em 11 de setembro de 1973 o Chile estava convulsinado. O presidente Salvador Allende cometera suicídio logo após a invasão, liderada pelo general Augusto Pinochet, ao palácio de governo. O golpe era uma reação à aproximação entre o Chile e o bloco liderado pela URSS. Além disto, os militares desejavam reverter as medidas implementadas pelo Partido Socialista Chileno desde sua chegada ao poder, em 1970.

Os dois episódios de 11 de setembro, de 1973 e de 2001, têm pelo menos um elemento em comum: o imperialismo norte-americano. No primeiro acontecimento, Tio Sam monitorou a instalação do governo militar pró-capitalismo no Chile, o mesmo que já havia feito em outras frágeis repúblicas latino-americanas, durante as década de 1960. Sendo assim, a ditadura de Pinochet sempre teve total apoio da Casa Branca e concordava com todas as suas determinações.

O ataque ao WTC em 2001 tinha a intenção de protestar contra o mesmo imperialismo que tinha gerado a ditadura chilena. A intenção era golpear o coração do “grande Satã”, espalhando o terror nos EUA e, desta maneira, gerar uma mudança de postura em relação ao Oriente Médio e ao Islã.

O tiro saiu pela culatra.

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