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Não sei se você já viu o programa Encontro Marcado da Rede TV, apresentado por Luiz Gasparetto.  É do mesmo gênero do antigo programa de Márcia Goldschmidt, transmitido pela Band e de “Casos de Família”, do Sbt 

Funciona assim: um auditório, com a platéia formada majoritariamente por mulheres de meia-idade, é utilizado por um apresentador questionador e conselheiro para mostrar o tema daquele dia. São convidadas algumas pessoas para dar depoimentos. Gente com problemas diversos, geralmente de origem humilde, que estão ali para expor suas mazelas ao público. O  tema é sempre apelativo, pois permanece o tempo todo na tela, com a missão de fazer subir a audiência. Algo como “Meu marido fugiu com outra”, ou então “Sou cleptomaníaco, o que faço?”.

Os entrevistados contam seus males, o entrevistador dá conselhos, o auditório reage. Os convidados são confrontados por outros entrevistados e também pela platéia. O apresentador pondera os diálogos com uma postura severa. Por fim, alguma tirada filosófica sobre os problemas apresentados e todos vão para casa felizes: a platéia, a audiência, a produção. Todos menos as atrações deste circo dos horrores.

Os convidados neste tipo de programa são como fast-food, são consumidos e ninguém se lembra deles depois. Pessoas descartáveis. com problemas descartáveis.

Na última quinta-feira, no Encontro Marcado, o tema era a péssima situação do professor nos dias de hoje.

Professores: os descartáveis da última quinta-feira.