Muito antes do 7 de setembro a independência já insinuava seus primeiros passinhos. De fato, no momento da separação defiinitiva de Portugal, em 1822, o Brasil já tinha deixado de ser colônia.

Desde a fuga da família real portuguesa das tropas napoleônicas e sua instalação no Rio de Janeiro, em março de 1808, a colônia vivia uma situação sui generis: era a sede do Reino de Portugal. Além disto, não existia mais o pacto colonial, pois este havia sido detonado, em dois atos, pelo então príncipe-regente  D. João VI: A abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal e os tratados de 1810 realizados junto à Inglaterra.

Entretanto, o fim da colonização portuguesa veio em 1815. Pressionado pelo Congresso de Viena, que considerava ilegítimo seu poder exercido a partir da colônia, D. João VI  determinou a elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal.

Quando d. Pedro I declarou o Brasil independente, legalmente se tratava da separação de duas partes de um mesmo país. Portanto, algo muito diferente das rebeliões coloniais contra a metrópole, ocorridas em outras partes da América.

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