V de vingança

Guy Fawkes foi o sujeito que tentou explodir o parlamento inglês em 1605. A Conspiração da Pólvora foi tentada por católicos que não suportavam mais as perseguições do rei protestante Jaime I. O grupo resolveu colocar a câmara dos lordes inglesa abaixo, no dia em que lá estavam reunidos todos os deputados e o monarca para a sessão anual de abertura.

Contudo o plano fracassou. Guy Fawkes foi preso e queimado vivo. Toda esta história, relembrada anualmente pelos ingleses em 5 de novembro – a Noite das Fogueiras, é o pontapé inicial do filme V de Vingança

No roteiro, adaptado dos quadrinhos pelos diretores de Matrix, a Inglaterra de 2020 é governada por um partido fascista. O controle é total sobre a vida do indivíduo. O clima é parecido ao de 1984, de George Orwell.

É neste cenário que surge um terrorista que ameaça a ordem estabelecida. Sob o codinome “V” e sempre usando a máscara de Guy Fawkes, ele planeja explodir o parlamento inglês em 5 de novembro. Destruindo assim a ditadura e libertando o povo oprimido pelo governo. Claras ligações com a Conspiração da Pólvora. 

No entanto, o que mais impressiona não são as relações da trama com o passado, mas sua atualidade. O governo inglês, no filme, controla seus cidadãos através do medo. Todos os atos autoritários são justificados pela busca da segurança pública. Igualzinho ao que  Bush Jr., Blair e seus aliados fazem hoje em dia.

É um raro exemplo de filme-pipoca que faz pensar.

Anúncios