Em um colégio de classe alta de minha cidade, uma aluna da 6ª série acusou um funcionário de 46 anos de ter mantido relações sexuais com ela. O funcionário foi preso por estupro.
Como a vítima tem 13 anos, há presunção de violência (art. 224 do código penal). Mesmo que as relações tenha sido consensuais, a menor não tem idade para decidir. Sendo assim, o funcionário é qualificado como estuprador (art. 213) e deve ficar na cadeia por um bom tempo. Há também a responsabilidade da escola, já que os dois se conheceram e o crime foi praticado dentro das dependências do colégio.
Fiquei lembrando do livro de Vladimir Nabokov, Lolita. Nele, o professor Humbert Humbert se apaixona e vive um caso de amor com Dolores Haze — a Lolita, sua enteada de doze anos. Em meados da década de 1950, a pedofilia já era um escândalo. Tanto que o autor teve muitas dificuldades para lançar o livro.
Compreendo que a nossa sociedade tem um grau alto de liberdade sexual e meninas de 13 anos hoje, não são como as meninas de outras épocas. Afinal, até criancinhas estão por aí dançando o Créu — o funk sensação deste verão. No entanto não se pode perder de vista que criança é criança e adulto é adulto.
Se a acusação vier a se comprovar verdadeira, não há desculpa para o crime.
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Janeiro 25, 2008 at 12:21 am
Geente, minha mãe tinha comentado isso comigo, mas como não achei nada na Internet, não acreditei…
Caramba, 46 anos… Minha mãe tinha 46 anos quando eu tinha 10…
Acho que ela deve ter consentido… Senão teria contado a alguém ou, sei lá, alguém próximo iria notar alguma alteração no comportamento dela, afinal, isso deve mexer – e muito – com a cabeça de qualquer um, principalmente se tiver 13 anos!
A não ser que… Bom, eu não sou delegada, né? =)