Em 1950, Getúlio Vargas foi eleito presidente com 48,9 % dos votos. Juntos, os outros dois candidatos daquela eleição, Eduardo Gomes (UDN) e Cristiano Machado (PSD), obtveram 51.9% da preferência do eleitorado. A maioria da população não escolhera Vargas. Este fato foi intensamente usado pela oposição contra Getúlio, cujo mandato terminou de maneira trágica.
Nas eleições seguintes, mais problemas. JK, candidato do governo, conseguira apenas 38,7% dos votos. Bem abaixo da soma de seus concorrentes: 61,25 % dos eleitores. Esta disparidade serviu para a UDN, principal partido de oposição, tentar impedir a posse do presidente eleito pela coligação PSD-PTB. Quem garantiu Juscelino na presidência foi o Marechal Lott, que colocou o exército nas ruas e acabou com o golpe, frustando as intenções udenistas.
Após a ditadura militar, a assembléia constituinte de 1988 criou o segundo turno, desejando evitar a instabilidade política gerada pela posse de um presidente que não seja o preferido da maioria dos eleitores. Quando um candidato não alcança mais de 50% dos votos válidos, uma nova eleição é realizada com os dois primeiros colocados. Desta maneira o governante é a representação da vontade da maior parte da população. Não há o que reclamar.
Outubro 2, 2006 at 1:32 pm
É justo … mas minhas esperanças andam descendo pelo ralo, como alguém explica a eleição do Collor pra senador ?! Como assim, Bial ?!
Isso pra mim, é igual a marca de batom na cueca … vai explicar como ?!
Affff
beijos
Outubro 2, 2006 at 11:10 pm
Eu bem que quem diria que teríamos segundo turno, hein? Tanto no Rio quanto no Brasil. Ai, ai, seja o que Deus quiser. Bjus!
Outubro 3, 2006 at 7:42 pm
Ah, pra mim tudo menos Lula. Muito abusado de falar que ia ganhar no primeiro turno, tomou na cara! não estou muito confiante que alckmin vai ganhar não, mesmo torcendo muito, mas só de ter segundo turno e abaixar um pouco a moral do lula fiquei feliz. beijo